A ESCOLA COMO UM ESPAÇO DE REFLEXÃO SOBRE RELAÇÕES DE GÊNERO

O que podemos esperar desta interação e quais os aspectos que devemos levar em consideração?

 

Apesar da igualdade de gênero ser uma abordagem temática  debatido pela sociedade contemporânea, as suas  práticas ainda são pouco executadas, levando em consideração o ambiente escolar. Hoje traremos este tema a tona e iremos consolidar alguns aspectos que foram configurados a partir de estudos e pesquisas afim de expor valores e visões reais sobre este assunto.

Quando se trata de educação e apoio a família é uma construção geográfica, social e histórica que  se caracteriza pela união biológica e, ou social de seus membros. É no  seio da família que as crianças aprendem desde o nascimento, com seus  pares, regras e valores socioculturais de convivência e de comunicação.  Outro grupo social muito importante na vida das crianças é a escola,  que é um espaço de socialização público onde as crianças terão possibilidades de vivenciar, aprender e apreender hábitos e práticas culturais  diferentes daquelas aprendidas em família.

 

Hierarquia de conhecimento

Seja por meio da influência da figura do professor seja reproduzindo atitudes e comportamentos de outras crianças, o fato é que a  escola consegue introduzir modelos e regras sociais diferentes daquelas até então vivenciadas pelas crianças no universo familiar. Ao longo  de seu processo de escolarização a criança buscará compreender seu  papel na sociedade, absorvendo formas de interagir e aprendendo valores socioculturais que poderão influenciar o seu comportamento  por toda vida adulta.

Espaço Escolar

Histórico e culturalmente, o espaço da escola é um lugar especialmente marcado por relações de gênero, as quais fazem parte das rotinas  escolares. As crianças conseguem ver e vivenciar essas separações entre  gênero por meio de filas, banheiros, vestiários, materiais didáticos, atividades e brincadeiras que separam meninas de meninos.

Utilizar atividades educativas diferenciadas para meninos e para  meninas faz com que esse tipo de separação favoreça uma classificação  dos sujeitos podendo vir a causar tratamento discriminatório, fracasso  escolar, entre outras questões que envolvem o reforço das relações de  poder entre homens e mulheres

 

Ao classificar os sujeitos, toda sociedade estabelece divisões e atribui rótulos que pretendem fixar identidades. A escola cria distintas  representações cujos efeitos podem vir a reproduzir ou a naturalizar  práticas culturais que reforçam estereótipos de masculinidades e feminilidades.

 

Falar de gênero é uma forma de revelar desigualdades que são na maioria das vezes silenciadas na sociedade e tidas como normais. Quando falamos em gênero, nos referimos aos padrões sociais atribuídos de forma diferente a homens e mulheres e às desigualdades que decorrem dessa diferenciação.

de forma pedagógica não deveria existir cor de menina e cor  de menino, brinquedo de menina e brinquedo de menino. As crianças dentro do ambiente escolar deveriam ter uma educação igualitária  voltada para a construção de sua liberdade de expressão onde, meninos  e meninas brincassem com todo e qualquer brinquedo de forma que,  pudessem vir a ter livre acesso e liberdade para escolher o quê e quem  quiserem ser.

 

Gênero é um aspecto que já está inserida na realidade das escolas, sendo, portanto, abordagem que deveria trabalhar o masculino e o feminino de forma igualitária em todos os seus aspectos. Discutir relações de gênero na  escola é de total necessidade  de forma que ocorra uma educação efetiva  onde houvesse quebra dos estereótipos entre os universos masculinos  e femininos.

 

Relações de Gênero e Educação

Entende-se que gênero é uma palavra que se refere à construção  cultural do que é ser homem ou ser mulher em uma dada sociedade  situada historicamente e geograficamente. O termo diz respeito, ao caráter social e cultural que define as atitudes e comportamentos que são  esperados de homens e mulheres e das distinções estabelecidas entre os  ideários de masculinidade e feminilidade.

 

Gênero: desnaturalizando as desigualdades

O direito humano à educação deve ser garantido a todas as pessoas, independentemente de sexo, raça, religião, orientação sexual, identidade de gênero, renda, local de moradia, origem regional, presença de deficiência etc. Mais ainda: a escola deve ser um espaço para a reflexão e transformação da realidade, de forma que possamos enfrentar as enormes desigualdades que persistem em nosso país. Por isso, para garantirmos o direito à educação de qualidade para todas as pessoas, precisamos falar sobre as desigualdades de gênero na escola.

 

Para a desconstrução desses estereótipos, Moraes relata simples condutas que Resultam em eficientes resultados. Educadores do ensino infantil e fundamental devem oferecer oportunidades para que as crianças possam brincar, desenvolver-se e expressar-se, independente de seu sexo, por exemplo: deixar disponível todos os tipos de brinquedos; ler histórias em que personagens femininos e masculinos são sensíveis, audaciosos, corajosos, demostram medo e outras características;  fazer uma boa roda de conversa sobre o tema; destacar a importância do respeito ao outro; evitar padrões de comportamento, beleza ou formas de pensar; e organizar os espaços para uma ocupação igualitária, sem segregações por gênero.

Para que seja introduzido de forma positiva este debate na escola é preciso desenvolver forma de abordagem que sejam fundamentadas e que possam agregar valor sem desconstruir a hierarquia de aprendizagem e interação entre o aluno e o ambiente escolar. pensando nisso separamos alguns tópicos simples que podem ser usados como conectores para o debate sobre o gênero, confira a seguir :

 

4 tópicos que trarão a tona o debate de gênero

na escola de forma construtiva:

  • Análises de textos, músicas e vídeos
  • Contar histórias
  • Teatro
  • Tecnologia
  • Oficinas e grupos de estudo

 

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