O AMBIENTE DOMÉSTICO E A FORMAÇÃO DA FAMÍLIA

As influências que o ambiente doméstico exerce sobre a formação da Família e no desenvolvimento do individuo em sociedade.

 

A família é a primeira forma de sociedade que convivemos e que levamos por toda vida, por este motivo é a base para a formação  de qualquer indivíduo. É no convívio familiar que aprendemos, um com o outro, a respeitar, partilhar, ter compromisso, disciplina e a administrar conflitos.

O conhecimento que se adquire por meio da educação é uma construção social, que possibilita ao ser humano obter as condições necessárias para viver com dignidade.

Considerando-se que tanto o ambiente doméstico quanto o escolar são importantes fontes de geração de conhecimento social, os quais se dão por meio da interação da família com a escola. Questiona-se, a escola não deveria sair dos seus muros e trabalhar os diversos conhecimentos em parceria com as famílias? Como reconhecer e motivar a exploração do ambiente doméstico como espaço legítimo de aprendizagem? Seria possível utilizar o ambiente doméstico como espaço formador e potencializador de aprendizagens nas dimensões pessoal, social e cultural?

 

 

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Conhecimento

O conhecimento surge das redes de relações nas quais as pessoas reproduzem e compartilham suas práticas sociais de modo significativo e em espaços socialmente construídos e estruturados como no ambiente doméstico, no religioso, no social, no escolar, os quais, direta ou indiretamente, se inter-relacionam propiciando aos sujeitos, direitos sociais básicos, universais e imprescindíveis a qualquer ser humano. A educação, um dos direitos sociais previstos na Constituição Federal de 1988.

 

Laços afetivos e apoio familiar ajudam para alinhar o individuo para o pleno convívio em sociedade aumentando suas interações e tudo isso está ligado aos aspectos que podem diminuir a influencia de bebidas alcoólicas em excesso  e drogas.

 

A HISTÓRIA DAS FAMÍLIAS 

É possível  dizer que na sociedade burguesa o processo de formação familiar era ligada aos laços sanguíneos e a habitação em comum cujos membros se limitavam ao pai, mãe e filhos, sendo que o pai era o provedor do sustento, tinha contato com a vida social e o mercado de trabalho, já a mãe tinha como obrigações os cuidados domésticos e com os filhos, desta forma a esposa e filhos deviam obediência irrestrita ao seu provedor, esse modelo de formação familiar era conhecido como patriarcal e nessa época o casamento era ligado aos negócios e tido como união eterna.

 

Seguindo a cronologia de todas as mudanças na sociedade esse modelo já ganhou outros posicionamentos, diversas necessidades levaram a mulher a se introduzir no mercado de trabalho, o que fez com que se tornasse peça importante no provimento financeiro da família, não sendo raros os casos em que é a única provedora. Tal fato, por sua vez, vem promovendo o afastamento precoce dos filhos do convívio familiar e assim fazendo com que dividam o compromisso de educar com a escola, com tudo isso a figura do pai passou a ser ou mais presente na educação dos filhos ou em alguns casos a formação familiar não conta mais com essa figura, pois já existem muitos casos de mães solteiras, viúvas ou separadas que comandam a família, o que não é diferente com os pais que muitas vezes também estão a frente de suas famílias sem a ajuda de uma companheira. Outros aspectos culturais e de comportamentos ligados à família também mudaram, como por exemplo: os casamentos passaram a ser realizados não mais como um negócio, mais sim por interesses individuais, ou seja, do casal, a relação entre pais e filhos se tornou mais íntima, trazendo uma educação mais livre e a figura paterna passou a não ser mais vista apenas como o provedor do sustento fazendo com que fosse cobrado dele mais participação na educação dos filhos e nos assuntos domésticos em geral.

 

 

 

Muros escolares

 

A FAMÍLIA E A ESCOLA

Como pode se visto organização e formação da família vem se transformando com o passar dos tempos, mas em todos os tempos e seja qual for sua formação a família deve desempenhar funções educativas, transmitir valores culturais, fornecer modelos de formação para o indivíduo viver socialmente e estabelecer suas relações.

 

A família é o primeiro grupo de mediação do indivíduo com o mundo social e é responsável pela sua sobrevivência física e mental, no seio familiar também deve se concretizar o exercício dos direitos da crianças e do adolescente, como cuidados essenciais para possibilitar seu crescimento e desenvolvimento, antes de seu nascimento o indivíduo já ocupa um lugar na família, desta forma a função da família é tão importante que, na sua ausência deve-se oferecer à criança e ao adolescente uma “família substituta” ou instituição que se responsabilize pela transmissão desses valores e condição para inserção na vida social. Os pais são para os filhos os primeiros modelos de como os adultos se comportam, de como ser homem ou ser mulher, a criança incorporará a cultura que a família reproduzir em seu interior.


É um direito subjetivo, competindo à família e ao Estado o dever de cuidar para que essa educação propicie o desenvolvimento pleno dos cidadãos, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Levando-se em consideração que, o conhecimento orientado para a formação social e pessoal não é atributo exclusivo das escolas, mas que ele ocorre também no ambiente doméstico. Partindo do pressuposto que é dever da escola e da família cuidar para que haja acesso a uma educação de qualidade que propicie relações igualitárias de cidadania.

 

O ano de 2020 trouxe para a instituição escolar uma ruptura de padrões sociais por causa da pandemia mundial de Coronavirus Disease 2019 [COVID-19], que acarretou para a sociedade a adesão ao isolamento social como forma de prevenção de uma doença infeciosa. A pandemia de COVID-19 foi um acelerador de mudanças sociais expondo as desigualdades de nossa sociedade e permitindo que o ambiente doméstico viesse a ser utilizado como espaço para realização de estudos, tarefas escolares e atividades profissionais.

 

De modo geral podemos concluir que a formação do individuo e das características que o possibilitarão a viver sociedade é de responsabilidade tanto da família como primeiro contato, quanto da escola que atuará com órgão formado do caráter institucional do cidadão.

 

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