USO DA LITERATURA INFANTIL COMO FORMA DE PROMOÇÃO DA ALFABETIZAÇÃO

A criança nos primeiros anos escolares encontra-se no auge de sua curiosidade onde tudo  ao seu redor torna-se interessante, nesse sentido o ensino de Ciências, aliado ao ato de  brincar, enquanto recurso didático e educacional tornar-se-á um exercício cotidiano  contextualizado para a alfabetização científica.

 

De um modo em geral é notável que uma boa parte de nós temos como memória de nosso processo de alfabetização as letras,  as sílabas,  as cartilhas… e em grande parte, isso ocorre, porque, apesar de se saber, pelo menos desde os anos 90, que a alfabetização é um processo de (re) construção pela criança de um sistema de representação, prevalecem as práticas alfabetizadoras balizadas pela noção de escrita como código, em que as letras decalcariam os sons da fala de forma biunívoca e transparente

Mas, em parte, isso ocorre também porque a maioria de nós não viveu um processo de alfabetização atravessado pelas práticas de leitura literária, cujos livros e sua dimensão de encantamento poderiam ter deixado em todos nós memórias outras, lembranças de modos de ser e de existir semelhantes e distintos dos nossos.

 

A despeito da enorme importância de (não) termos memórias literárias de nosso processo de alfabetização, as práticas de leitura literária desempenham outras funções no percurso que se estende entre o estado de não saber ler e escrever e aquela condição que, tradicionalmente, nomeamos como ser alfabetizado.

 

fatores para uma alfabetização eficaz

  • Reserve tempo em sala de aula para ler em voz alta
  • Incentive a escrita
  • Estimule a “consciência da palavra”
  • Crie uma parede de leitura

 

Na prática podemos mostrar desta forma:

 

Reserve tempo em sala de aula para ler em voz alta

Ler em voz alta permite que os alunos desenvolvam uma série de funções em paralelo à leitura – como a dicção, a compreensão auditiva melhorada, o desenvolvimento emocional e a conexão da escrita de leitura estabelecida.

Outra vantagem é que isso estimula as crianças a se expressarem de uma forma mais rica, indo além das palavras abreviadas usadas em apps de comunicação online ou das expressões coloquiais – comuns nas séries, filmes e programas de TV.

 

Incentive a escrita

 

Escrever é uma parte crítica da alfabetização na escola – mas que pode parecer extremamente desafiadora para as crianças mais novas.

 

É importante garantir que os alunos na fase de alfabetização desenvolvam uma relação “saudável” com o hábito de escrever, ajudando a promover um senso de confiança nas crianças.

 

Estimule a “consciência da palavra”

 

Mesmo o mais rico programa de alfabetização na escola não consegue abranger a totalidade do vocabulário disponível e ensinar aos alunos todas as palavras que eles precisam saber.

 

Mas existem recursos que podem auxiliar nessa missão: um exemplo é promover uma espécie de jogo de sinônimos, que ajude a incorporar palavras novas nas rotinas dos alunos em sala de aula.

 

Afinal, porque falar que o sanduíche que veio na lancheira é “gostoso” quando podemos usar termos como “suculento” ou “saboroso”?

 

Crie uma parede de leitura

 

Uma boa forma de promover a alfabetização na escola é estimular o hábito da leitura – especialmente quando a sugestão vem de uma figura querida ou de destaque na escola.

 

Separe uma parede em uma das áreas comuns – como o corredor das salas de aula ou próximo à cantina – e crie um mural com dicas de leitura.

 

Como isso funciona? Use pequenos pedaços de papel cartão colorido, que podem ser fixados ao quadro, mostrando o nome do professor ou aluno, o que eles estão ou estiveram lendo e um trecho ou frase sobre o livro.

 

Se o livro estiver disponível na biblioteca da escola, isso deve ser mencionado. Ações assim ajudam a despertar o interesse pela leitura, o surgimento de novos leitores e até um clube de leitura entre alunos, pais e professores da instituição.

 

Concentre-se em construir conhecimento junto com as habilidades de leitura

 

Desenvolva o conhecimento básico das crianças em paralelo ao processo de alfabetização na escola.

 

O conhecimento acumulado ao longo da vida é uma parte importante das habilidades de um leitor. E quanto mais cedo isso for trabalhado, mais fácil será a jornada desses alunos.

 

Para colocar isso em prática, experimente promover atividades que abordem um ponto específico sobre a leitura do momento, como promover uma aula de pintura inspirada no livro “Uma ideia toda azul”, de Marina Colasanti, ou aproveitar um eclipse lunar para iniciar a leitura de “O Pequeno Príncipe”.

 

Promova um formato de leitura interativa

 

Com o intenso volume de estímulos visuais e tecnológicos disponíveis nos dias de hoje, algumas crianças podem apresentar uma certa dificuldade em ficar paradas por um longo período de tempo e em ler em voz baixa.

 

Em vez disso, aplique o conceito de gamificação durante a alfabetização na escola:

 

-Jogue uma bola de praia com palavras escritas – o aluno que pegar precisa formar uma frase com a palavra;

-Crie um quadro com velcro e pompons de lã para formar palavras;

-Traga anúncios de revista e destaque termos específicos nas aulas.

Incorpore a alfabetização em todo o currículo

 

Faça com que alfabetização na escola aconteça um pouco a cada dia, e lembre-se que o ato de ler em voz alta envolve também o aprendizado em matemática, ciências e estudos sociais. Tarefas como escrever uma frase sobre um problema de história ou gerar palavras de vocabulário para descrever um objeto na aula de ciências ajudam a manter em mente as metas de leitura, escrita e fala em todas as lições.

 

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